Núcleo de estudos e práticas cinematográficas

Curso intensivo avançado em 13 dias – Total 45 h

O Núcleo de estudos e práticas cinematográficas é composto por profissionais com ampla vivência em realização e formação no audiovisual brasileiro em suas especialidades: história e crítica cinematográfica, concepção, roteiro e direção em cinema, produção, direção de fotografia e câmera, direção de som e captação de som direto, montagem, direção de arte e finalização. O objetivo é contribuir na formação profissional e promover reflexão crítica sobre a atualidade de nosso mercado e de nossa produção cinematográfica, no campo técnico, estético, artístico e de linguagem, dentro dos modos de produção, distribuição e exibição atuais. 
Com Joel Yamaji, Maria Cristina Amaral e Sérgio Alpendre de Oliveira.

Através de 11 aulas (3h diárias) e dois dias de gravação em tempo integral, alinhando teoria e prática, promover um mergulho no processo da direção cinematográfica nos aspectos da formação, criação e execução técnica, tendo como referência perspectivas desenvolvidas pela história do cinema. No final, na jornada de um dia, os alunos exercitarão o aprendizado em gravações de cenas e pequenas narrativas cinematográficas apresentadas aos participantes.  Público alvo: interessados em Concepção e direção cinematográfica.

Conteúdo programático:

FASE 1

O cinema como fenômeno estético e cultural

(3 aulas – 3h diárias, ministradas pelo crítico, professor e pesquisador cinematográfico, Sérgio Alpendre)

  • Introdução `a cultura e `a linguagem cinematográfica através de sua história.
  • O aprendizado no visionamento de filmes (Claude Chabrol).
  • O específico da arte (Northrop Frye, Clement Greenberg, críticos dos Cahiers du Cinéma).
  • A necessidade de espírito crítico no artista (Oscar Wilde)/ “Toda arte deve criticar alguma coisa” (Fritz Lang)/”- A crítica é a arte de amar” (Jean Douchet).
  • Por que filmar? (inquietação pessoal, desejo de entender o mundo e de expressar um sentimento).
  • A noção de autoria e seus perigos.
  • Noções de mise en scène.
  • A noção de adequação (forma e conteúdo; escolha de elenco; o ritmo).
  • A noção de abjeção (Jacques Rivette).
  • Problemas e aparentes novidades do cinema contemporâneo.

A montagem na estruturação de um filme

3 aulas (3 h diárias) proferidas pela montadora Cristina Amaral, sobre o processo da montagem na construção de um filme: da relação entre a montagem e a direção (com exemplos demonstrativos de realização).

  • Da importância da montagem para o cinema: a revelação nos anos 20 e 30 seguida até a contemporaneidade (o cinema russo e as formas de relação entre os planos; os grandes mestres e teóricos da montagem: Pudovkin, Eisenstein, Dziga Vertov, Kulechov).
  • A narrativa, o espaço e o tempo fílmico.

Da concepção e da direção cinematográfica

(3 aulas (3h diárias) proferidas por Joel Yamaji, cineasta, pesquisador e professor, sobre a função da direção cinematográfica).

Parte 1: Conceitual (1 aula)

  • A ontologia do cinema segundo André Bazin e Andrey Tarkovski e o cinema como a escritura da realidade (segundo Pier Paolo Pasolini e Robert Bresson). Dirigir um filme é reinventar e construir um método.
  • Concepção e construção da personagem no clássico e no moderno: identificação e cumplicidade x distanciamento e profundidade. Imagem plana x imagem reflexiva. Questões da narração, da voz e do ponto de vista. O ritmo e o tempo interior. Cinema a partir das personagens x cinema a partir da narrativa.
  • A montagem como estruturação mental e interior de um filme (da perspectiva da direção). Da montagem anterior e das narrativas: ação e reação no realismo clássico x o discurso indireto livre. O ritmo, o tempo e o espaço fílmico. Da noção de decupagem técnica.
  • Da relação entre a imagem e o som (com exemplos demonstrativos).
  • O desenho do filme (as etapas principais no processo de criação).
  • Da estrutura e da escaleta: do argumento ao script cinematográfico. Decupagem técnica de um roteiro.
  • A planificação de um filme: da relação com as áreas e funções da equipe.
  • Construção da personagem e dos métodos de condução dos atores: entre o clássico-psicológico, o distanciamento e a vanguarda.  Com exercícios práticos com os participantes.
  • Do desenho da mise-en-scène: colocar as coisas e os atores em cena. A luz, a sombra, a cor e as margens do quadro. Dos movimentos. 
  • Da relação com a câmera e a luz, o som e a direção de arte.

Parte 2 (prática: duas aulas)

  • Apresentação dos temas a serem desenvolvidos no filme. 
  • Composição das personagens e desenvolvimento das narrativas. 
  • Métodos de interpretação de atores para o cinema, decupagem técnica, estudos da mise-en-scène e do espaço (com atores). 

FASE 2

  • Preparação das gravações (ensaios e planificação):1 encontro 
  • Gravação: 01 final de semana – período integral

FASE 3 / Encontro de avaliação

Obs: a montagem dos exercícios será feita por monitores de montagem acompanhadas pelos alunos interessados.

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